Quando Sophie Marceau surgiu no início dos Anos 80 em plena adolescência fazendo "La Boum" e "La Boum II", todo mundo a achou uma gracinha, etc e tal, mas ninguém imaginou que dalí sairia uma atriz tão intensa e uma mulher tão exuberante. Pois saiu. Filha de um caminhoneiro e uma garçonete, aos 13 anos ela já sabia exatamente o que queria da vida e tratou de correr atrás. Sua beleza com traços fortes e angelicais garantiram seus primeiros papéis, O resto ela aprendeu na raça, contracenando com mestres generosos como Gérard Depardieu e Catherine Deneuve, com quem teve o prazer e o privilégio de contracenar ainda bem jovem em "Fort Saganne" (1984), de Alain Corneau. Também nessa época conheceu e se casou (e teve um filho) com o produtor e diretor Andrzej Zulawski, vinte e seis anos mais velho que ela, com quem fez quatro filmes: "L' Amour Braque" (1985), "Mes Nuits Sont Plus Belles Que Vos Juous" (1989), "La Note Bleue" (1992) e "La Fidelité" (2000). Mas Sophie sempre soube equilibrar bem suas escolhas de papéis, alternando participações em dramas intensos com comédias ligeiras e filmes de aventuras, além de vez ou outra apostar em uma carreira internacional -- que, diga-se de passagem, até agora não vingou, apesar da -- apesar da exposição que teve em "Braveheart", de Mel Gibson, e de ter criado uma das bondgirls mais lindas e ferozes de todos os tempos: a milionária mimada Elektra King em "007 O Mundo Não é o Bastante". Sua popularidade é enorme. Filmes como "Fanfan" (1993) de Alexandre Jardin e "A Filha de D'artagnan" (1994) de Bertrand Tavernier levaram multidões aos cinemas. Então, de 2002 em diante, ela desistiu de emplacar em Hollywood e resolveu ficar na França, só que agora também como roteirista e diretora em filmes como "L'Aube à l'envers" (1995), "Parlez-moi d’amour" (2002) e "La Disparue de Deauville" (2007) . Em 2008, estrelou a produção francesa "Les Femmes de l'ombre", de Jean-Paul Salomé, sobre as guerrilheiras francesas na Segunda Guerra, e desde então tem atuado em apenas um filme a cada ano. Agora em 2018, Sophie vai retornar em grande estilo como roteirista, diretora e atriz no drama "Mrs Mills", atualmente em fase de filmagem. Aos 54 anos, Sophie é uma artista admirável e uma mulher lindíssima. (Chico Marques)
JULIA ORMOND: UMA INGLESA LINDA E TALENTOSÍSSIMA, QUE INFELIZMENTE ENVELHECEU MUITO RÁPIDO (E MUITO MAL)
Desde muito jovem, a ambição da inglesa Julia Karin Ormond era tornar-se uma artista abstrata. Tinha jeito para a coisa. Presenteava família e amigos com seus quadros durante a adolescência. Mas começou a estudar também Artes Dramáticas em Londres. Resultado: deixou os pincéis de lado e virou atriz profissional. Em 1989 foi premiada pela Associação dos Críticos Teatrais de Londres como atriz revelação do ano. Do teatro passou para a televisão. Seu primeiro trabalho foi uma minisérie intitulada Capital City (1989). Em seu segundo trabalho para a TV, Young Catherine (1991), veio a conhecer Rory Edwards também do elenco, que se tornaria seu marido. Mas o casamento durou pouco, pois ela não parava de crescer como atriz e ele não conseguia sair da semi-obscuridade – sim, a mesma velha trama de “Nasce Uma Estrela”. No início dos Anos 90, Julia ganhou vários Emmys e Golden Globes pelo seu trabalho na série Traffic e no telefilme Stalin, onde contracenou com Robert Duvall. E então, brilh...




















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