KARIN SCHUBERT: UMA LOURA ALEMÃ MAJESTOSA QUE SEMPRE ESTEVE NO LUGAR CERTO NA HORA ERRADA, E QUE SEMPRE QUE PODE ESCOLHER PARA ONDE LEVAR SUA CARREIRA ESCOLHEU ERRADO
Karin
Schubert definitivamente não deu sorte em sua carreira no cinema. Apesar de
lindíssima, opulenta e com uma sensualidade à flor da pele, ela chegou atrasada
ao esquadrão de Brigitte Bardot lookalikes, num momento em que o Hollywood
começava a se fechar para atrizes europeias e o cinema popular europeu ficava
restrito a spaghetti westerns extremamente formulaicos e comédias bobocas
estreladas por Lando Buzzanca. Em 1972, ela ainda conseguiu papeis em bons
filmes como O Atentado, de Yves Boisset (fazendo par com Jean-Louis Trintignant),
e O Barba Azul, de Edward Dmytryk (ao lado de Richard Burton). Mas logo a
seguir pegou a decadência do cinema europeu, e aceitou papeis em filmes
eróticos como Emmanuelle Negra e em filmes de horror de última categoria com muita
nudez das atrizes escaladas. Nessa época, a maioria dos atores e das atrizes
preferiu mudar de mala e cuia para a TV em busca de papeis mais dignos a
permanecer no cinema. Só que Karin Schubert, estranhamente, não fez isso, e
decidiu embarcar no então emergente cinema pornô italiano, ao lado de Ilona
"Cicciolina" Stadler. Mas, ao contrário de Cicciolina, não
enriqueceu. Nem ganhou projeção mundial. E quando foi rejeitada pela Indústria
Pornô, caiu de cabeça nas drogas, na vodka e na prostituição, tentou suicídio
duas vezes, e hoje vive num hospital psiquiátrico na Alemanha. Karin Schubert
definitivamente não deu sorte em sua carreira no cinema. Uma pena. Era uma
mulher exuberante. (Chico Marques)





















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