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JULIE EGE: A NORUEGUESA QUE TENTOU SER UMA NOVA RAQUEL WELCH E POR POUCO NÃO CONSEGUIU












Eram muitas as louras européias candidatas a sex-symbol na segunda metade dos Anos 60 no Cinema Europeu. Muitas mesmo. Todas com um mesmo sonho: virar estrelas e seguirem para Hollywood para fazer carreira internacional. A norueguesa Julie Ege era uma delas. Depois de trabalhar como modelo fotográfica e garota-propaganda durante a adolescência, foi eleita Miss Noruega aos 18 anos, e acabou seguindo para atuar em produções de cinema em Oslo. Em 1968, foi tentar a sorte na Inglaterra, e se deu bem: conseguiu um papel pequeno em 007 A Serviço de Sua Magestade (1969). Mas o filme – que foi o primeiro e único com o canastrão australiano George Lazemby como James Bond – foi pouco visto, e Julie acabou obscurecida por Diana Rigg, que roubou a cena como a bond-girl principal. Julie teve uma segunda chance como coadjuvante em várias comédias sexy inglesas e como protagonista numa produção chamada Criaturas Que O Tempo Esqueceu, muito parecida com 1.000.000 BC, que lançou Rachel Welch mundialmente. Mas o estrelato não veio, e ela acabou seguindo para a linha de produção de filmes eróticos de terror da Hammer Films, onde fez carreira até 1975. De uma hora para outra, decidiu largar o cinema, voltou para a Noruega e foi trabalhar como enfermeira até 2008, quando descobriu um câncer em estado já avançado. Morreu sem ter conseguido virar uma estrela internacional. Mas continua viva na memória de velhos tarados babões como eu, que adoravam aqueles filmes europeus vagabundos da primeira metade dos Anos 70. (Manuel Mann)













































































































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